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VPN em servidor Linux e ferramentas de linha de comando
Atualizado
No Linux há dois caminhos, escolhidos conforme a necessidade. Para passar a máquina inteira pela rota (pull de imagens Docker, serviços que precisam de acesso ao exterior, máquinas sem ninguém olhando), use o OpenVPN: um perfil em /etc/openvpn/client/ iniciado no boot. Para passar só alguns comandos (git, pip, npm, curl), use o Proxy Web: coloque o endereço do proxy na variável http_proxy e nada mais muda. O Linux de desktop também pode importar pelo gerenciador de rede. Este guia cobre os três, o arquivo de credenciais e os comandos para conferir.
Caminho um: a máquina inteira pela rota (OpenVPN)
- Instale o cliente. Debian/Ubuntu:
sudo apt install openvpnFedora:sudo dnf install openvpnArch:sudo pacman -S openvpn - Entre no site e baixe o .ovpn de uma região na página do OpenVPN. O perfil para Linux não traz as credenciais embutidas (os gerenciadores de rede rejeitam arquivos que trazem), então crie um arquivo de credenciais: duas linhas, o e-mail do site e depois a senha. Em seguida, restrinja o arquivo para que só você possa ler:
chmod 600 <credentials-file> - Copie o .ovpn para /etc/openvpn/client/<região>.conf e, dentro dele, acrescente o caminho do arquivo de credenciais depois de auth-user-pass.
- Habilite e inicie:
sudo systemctl enable --now openvpn-client@<region>Veja o status:systemctl status openvpn-client@<region>Confira a saída — deve mostrar a região escolhida:curl -s https://ipinfo.io/country - Para outra região, baixe outro perfil e habilite outra unidade; rode só uma de cada vez.
Caminho dois: só as ferramentas de linha de comando (Proxy Web)
O endereço do proxy da página do Proxy Web deste site e as suas credenciais vão direto nas variáveis de ambiente (codifique em URL os caracteres especiais da senha): export https_proxy=https://user:password@proxy-address export http_proxy=$https_proxy Daí em diante, curl, wget, git, pip e npm naquele shell passam pela rota e nada mais é afetado.
O daemon do Docker ignora as variáveis do shell: coloque linhas Environment= em /etc/systemd/system/docker.service.d/proxy.conf e reinicie o docker; para o apt, defina Acquire::https::Proxy em /etc/apt/apt.conf.d/proxy.conf.
Neste caminho, por construção, não há conexão para cair; não precisa de root e não muda rotas do sistema — ideal para servidores da empresa e para quem só quer acelerar downloads; cobre os programas que respeitam as variáveis de proxy.
Caminho três: Linux de desktop pelo gerenciador de rede
- Instale o network-manager-openvpn-gnome (um clique na página do OpenVPN deste site abre a central de programas).
- Configurações → Rede → VPN → “+” → Importar de arquivo (Import from file), escolha o .ovpn, digite o e-mail e a senha do site e salve.
- Ligue e desligue a VPN pela barra superior ou pela bandeja. Para conectar no boot, marque “Conectar automaticamente à VPN” (Automatically connect to VPN) nas configurações da conexão cabeada ou sem fio.
Conferir e resolver problemas
- Saída — o país no resultado deve ser a região escolhida:
curl -s https://ipinfo.io - DNS — a interface da VPN deve mostrar o DNS enviado pela rota:
resolvectl statusSe vazar, acrescente dhcp-option DNS ao perfil ou use o script update-systemd-resolved. - AUTH_FAILED: arquivo de credenciais errado ou conta vencida; depois de trocar a senha, atualize o arquivo.
- TLS handshake timeout (tempo esgotado no handshake TLS): o UDP até o servidor não está passando — troque de região ou de rede; em servidores na nuvem, libere UDP de saída no grupo de segurança.
- Um servidor dentro da China que precisa acessar espelhos chineses direto: depois de conectar, tudo sai pela rota, então aponte apt / pip / npm para espelhos dentro da China, ou use o caminho dois para passar só comandos específicos pela rota.
Bom saber
- Uma máquina Linux conta como um aparelho na cota de aparelhos on-line do seu plano (2 no Individual, 4 no Família, 8 no Empresa), dividida com os seus outros aparelhos; o Proxy Web do caminho dois também conta por conexão.
- O perfil e o arquivo de credenciais são a sua conta — nunca faça commit deles num repositório git nem os coloque dentro de uma imagem.
- Trocar a senha invalida os perfis antigos na hora, de propósito; atualize o arquivo de credenciais.
- Rodar a rota num servidor na nuvem está sujeito aos termos do provedor de nuvem; o serviço registra só a duração das conexões e o tráfego total.
FAQ
Por que o perfil para Linux não traz as credenciais embutidas?
Os gerenciadores de rede rejeitam perfis com credenciais embutidas e a importação falha, então o perfil para Linux deixa para você digitar; com o systemd, elas vão no arquivo de credenciais.
Dá para passar só o Docker pela rota?
Dá — dê ao daemon do Docker as próprias variáveis de proxy (caminho dois), ou rode um contêiner com OpenVPN próprio (gluetun) para que só contêineres específicos usem a rota.
E a Rede privada (Tailscale) no Linux?
O script oficial instala com uma linha; depois faça login com: tailscale up --login-server=<this site’s control server> (troque pelo endereço do servidor de controle deste site). Serve quando a máquina precisa ser acessada de fora ou deve ficar on-line depois de configurada; só para downloads mais rápidos, o OpenVPN ou o proxy é mais simples.
Com OpenWrt num roteador é igual?
Instale o luci-app-openvpn no OpenWrt e envie o .ovpn, e a rede local inteira passa pela rota; um roteador com o firmware deste site não precisa de nada disso — é só entrar com a conta.